The aquatic activity in the early intervention with blind children and with visual deficiency
Focus: Early Intervention
Topic: Inclusive Education
Prof. André Luis Elias
Presidente
Associação Sãocarlense de Esportes para Cegos.
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Profa. Dra. Fátima Elisabeth Denari
Professora do Programa de Pós Graduação em Educação Especial/Universidade Federal de São Carlos,
Estado de São Paulo/Brasil.
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The aquatic activity, besides to facilitate the acting of specific exercises and to prepare for a possible sporting practice of the swimming, also flavors the relaxation, what predisposes the child to the learning of other essential components to the education process, especialmente, quando se trata de crianças com necessidades educativas especiais (Fonseca, 1999).
A atividade aquática predispõe, também, para o aprendizado de outras habilidades requeridas por diferentes áreas do conhecimento, tais como: fisioterapia, terapia ocupacional, fisiatria, fonoaudiologia (Pérez-Ramos e Pérez-Ramos, 1995), áreas estas, complementares ao desenvolvimento das potencialidades de crianças com necessidades educativas especiais, dentre estas, deficiência visual.
Em relação à deficiência visual, os ganhos são facilmente perceptíveis e significativos, estendendo-se para além dos limites do esporte: a atividade aquática, quando aplicada em idades precoce, resulta em benefícios para a socialização, para a mobilidade, para o domínio espacial. Além disto, no decorrer do processo de desenvolvimento, é fundamental estabelecer importantes sequências como: imagem, conceito de esquema corporal, traduzindo para a criança todo um mundo desconhecido mas possível de ser explorado. Outros ganhos relacionam-se à orientação espaço-temporal: estruturando movimentos que requeiram coordenação geral e seletiva, facilitando seu equilíbrio em diferentes situações, controlando e ajustando sua postura e, consequentemente, auxiliando no fortalecimento de seus membros superiores e inferiores. Quando estimulamos, buscamos expressões corporais de maneira a proporcionar que a criança possa, dentro de suas potencialidades, reproduzir nos movimentos corporais, posturas e comportamentos, as diferentes formas e rítmos da evolução humana (Bee,1988; Guedes, 1995; Lucero, 1995; Iwanowicz, 1991 e Fonseca, 1999).
In this sense, this work has for objectiv to investigate the effects of the use of aquactic activity in the process of early intervention with blind children and with visual deficiency.
Participam deste trabalho, na modalidade de estudos de casos, duas crianças: Ana, com 1 ano e 8 meses de idade, apresenta múltipla deficiência: é cega (seqüela de meningite), tem baixa audição; comprometimento motor e físico que retarda o desenvolvimento da parte motora, da linguagem receptiva e expressiva. O outro participante é Artur, 2 anos de idade, cego (uso inadequado de equipamento hospitalar). A criança tem excelente estrutura física e corporal; os aspectos referentes ao processo de desenvolvimento nas áreas cognitiva, de linguagem e hábitos de vida diária são satisfatórios. Aprende com facilidade, os conceitos de esquema corporal e orientação espaço-temporal; tem segurança e domínio do ambiente aquático.
Para cada uma das crianças foram elaboradas diferentes atividades que vêm sendo implementadas desde agosto de 2001, duas vezes por semana, em piscina aquecida, do parque esportivo pertencente ao Serviço Social do Comércio/SESC, de São Carlos. As sessões têm a duração de 20 minutos e são filmadas em VHS.
Para Ana, as atividades relacionam-se a: familiarização ao ambiente aquático; movimentos de rotação do corpo, segurando as duas mãos; rotação dos braços, trabalhando a articulação dos ombros; extensão dos membros superiores e inferiores, ainda sem o uso de equipamentos (flutuadores). Nesta fase inicial, o corpo do instrutor/pesquisador favorece uma relação de segurança e apoio. Pela análise dos filmes percebe-se que Ana, vem progredindo paulatinamente, em vários aspectos de seu desenvolvimento. Já não se incomoda com o toque da água no corpo (resiste, ainda, ao toque da água no rosto); realiza movimentos de braços e pernas, sem a ajuda do instrutor/pesquisador; em algumas ocasiões, seu semblante reflete sentimento de incômodo, por exemplo, quando forçada a sair de sua postura padrão. Mas, reflete, também, sentimento de prazer quando realiza movimentos livres. O relato dos pais, confirma este progresso. Segundo declarações dos pais, Ana, já consegue realizar movimentos normais de uma criança de sua idade, quando deitada em decúbito dorsal.
As atividades desenvolvidas com Artur são: reconhecimento do ambiente externo da piscina (laterais e bordas); entrada na piscina, utilizando a escada; salta, independentemente, na água; flutua independentemente do instrutor/pesquisador, mas com ajuda de equipamento; imersão independente com ajuda do instrutor/pesquisador, na submersão; salta, independentemente, da borda da piscina para flutuadores e destes para a água; com o auxílio de flutuadores, realiza movimentos de batimentos de pernas e braços, caracterizando, desta forma, o início da natação. A análise das filmagens mostra uma rápida evolução nas atividades propostas. Estas atividades, segundo o relato dos pais e atendentes da creche que a criança freqüenta, têm refletido, positivamente, tanto nos aspectos referentes ao desenvolvimento físico, cognitivo, social, em hábitos de vida diária, no comportamento da criança: esta, tem estado mais calma e demonstra maior interesse por atividades típicas de sua faixa etária.
Os dados nos mostram que, para além dos benefícios físicos e motores, a atividade aquática tem se revelado, também, um instrumento importante para o processo de inclusão destas crianças. Especialmente no caso de Artur, pode-se notar que os ganhos transcendem a mera incorporação de novos hábitos; os ganhos se estendem para áreas outras, tais como: sociais, pedagógicas, de vida diária. Há que ressaltar que este recurso, embora disponível a todas as pessoas com necessidades especiais, nem sempre são totalmente utilizados. Isto se deve, de um lado, a um desconhecimento da existência do recurso; de outro lado, às dificuldades de acesso a ele, acesso este limitado por barreiras atitudinais, pautadas por preconceito e entendimentos errôneos acerca das potencialidades das pessoas com necessidades especiais e barreiras de acessibilidade, marcadas pela ausência e/ou insuficiência de transporte, de parques esportivos e aquáticos, devidamente aparelhados. Deve-se, finalmente, à escassez de profissionais especializados para o atendimento destas pessoas.
Este trabalho não se encerra aqui: sua continuidade esta prevista, enquanto perdurar o interesse dos participantes e no atendimento às parcerias estabelecidas entre as associações envolvidas. Esperamos implementar outros projetos que possam contribuir para o pleno desenvolvimento das pessoas com necessidades especiais.
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