Home| Keynote Speeches| Workshop Papers| Other Documents
RESUMO
A FAMÍLIA E A ESCOLA
NO DESENVOLVIMENTO DA ATIVIDADE DA VIDA DIÁRIA: ASPECTO DA REABILITAÇÃO
DO DEFICIENTE VISUAL
Atividade da Vida Diária
é a atividade básica na reabilitação do deficiente
visual. Instrumentaliza pessoas com deficiência na realização
de tarefas diárias, por procedimentos práticos e técnicas
específicas, favorecendo a independência e autonomia.
Promove o desenvolvimento
cognitivo, perceptivo-motor, afetivo e social, considerando o potencial
individual, interesses e expectativas.
A intervenção
é realizada através de grupos familiares, visitas domiciliares
e escolares, atendimento à criança e professores de escola
regular.
A família, escola
e comunidade tornam-se agentes formativos, melhorando a qualidade de vida
do deficiente visual.
ABSTRACT
Family and School in the
development of daily life activity in rehabilitation of the visually impaired
Daily life activities are
the very basis of rehabilitation for the visually impaired. Through practical
procedures and specific techniques, they offer the means for doing daily
tasks, thereby enabling independence and autonomy.
By taking into consideration
the handicapped person's unique potential, interests and expectations,
daily life activities encourage cognitive, motor-perceptual, affective
and social development.
At Cepre, intervention occurs
involving orientation of family groups, home and school visits, individual
sessions with the handicapped child, as well as orientation for teachers
who work with the handicapped child in the regular school systems. This
way, family, school and community become agents for the improvement of
life quality for the visually impaired.
AUTHOR: SONIA MARIA CHADI
DE PAULA ARRUDA
A FAMÍLIA E A ESCOLA
NO DESENVOLVIMENTO DAS ATIVIDADES DA VIDA DIÁRIA:
ASPECTO DA REABILITAÇÃO
DO DEFICIENTE VISUAL
I - INTRODUÇÃO
As sociedades atuais, em sua maioria, são marcadas pelo avanço tecnológico, onde as transformações e transmissões de informações e conhecimentos se processam com grande velocidade, produzindo mudanças bruscas e profundas nos sistemas sociais.
As pessoas com deficiência incluem-se como membros integrantes e ativos das sociedades em que vivem, sujeitos a estes movimentos sociais e favorecidos pelo avanço científico (Mazzotta, 1995).
Segundo dados da OMS ( Organização Mundial de Saúde ) cerca de 10% da população são pessoas portadoras de deficiência. O Brasil, segundo esta mesma fonte, possui em sua população uma incidência de 1,0 a 1,5% de pessoas com deficiência visual, sendo maior a incidência de visão subnormal que a de cegueira. A rede estadual de ensino do Estado de São Paulo atende, dentre os alunos com deficiência visual, 80% de crianças com visão subnormal e 20% de crianças cegas (S.E. e C.E.N. P, 1993).
De acordo com as novas políticas educacionais, o governo propõe a inclusão de pessoas com deficiência em um sistema educacional único, com participação igualitária. Conforme Mantoan, em um sistema integrado as oportunidades são comuns, favorecendo o desenvolvimento do ideal democrático através de um ambiente o menos restritivo possível (MANTOAN,1995).
No entanto, para se integrar
na família, escola e comunidade a pessoa com deficiência visual,
necessita como qualquer outra pessoa, de interagir, através de pessoas
e objetos, desempenhando atividades básicas de rotina, locais e
externas, fundamentais e indispensáveis para a inserção
em seu meio social, com autonomia moral e intelectual.
O objetivo deste trabalho é apresentar o papel da criança, família e da escola na prática do desenvolvimento das Atividades de Vida Diária (atividades locais) -AVDs- incluindo as Atividades de Vida Prática (atividades externas) -AVPs- como uma das áreas básicas da reabilitação.
Atividades da Vida Diária é uma área essencial na formação da pessoa com deficiência visual, contribuindo para o desenvolvimento global, favorecendo a integração na família, escola e comunidade através da realização das atividades cotidianas.
Este trabalho justifica-se frente às abrangências e implicações do desenvolvimento das atividades, bem como às dificuldades dos familiares e professores em favorecer o desempenho das AVDs e AVPs, em conseqüência da falta de credibilidade na capacidade da pessoa com cegueira ou visão subnormal de desenvolver estas atividades que implicam no desconhecimento dos meios de execução com eficiência.
Denominamos pois de Atividades da Vida Diária as atividades de rotina que desempenhamos diariamente. Para o deficiente visual esta intervenção é essencial para sua formação e integração. (Ao nos referirmos às AVDs, incluímos as atividades de vida prática).
Atividades da Vida Diária
é a atividade que instrumentaliza a pessoa com deficiência,
através de conhecimentos práticos e técnicas específicas,
na realização eficiente de tarefas diárias. Compreendem
o desenvolvimento de habilidades físicas, mentais e sociais, que
são pré-requisitos para o desempenho das diferentes atividades.
O desenvolvimento das AVDs
asseguram o máximo de independência e satisfação
frente às necessidades do cotidiano e promovem a auto confiança
na realização, propiciando condições de conquistar
ou reconquistar o direito de cidadania (MEC/SEESP, 1995).
Através do desenvolvimento
das AVDs a pessoa com deficiência visual pode ter acesso ao conhecimento
de forma real, construindo-o por meio de adaptações específicas
ou não, favorecendo a tomada de consciência e à conceituação
das ações executadas. Para desempenhar estas atividades com
eficiência e autonomia é necessário saber fazer e compreender
o porque fazer, isto é tomando consciência dos processos envolvidos
na realização e conscientização das implicações
(PIAGET, 1978).
O atendimento em Atividades
da Vida Diária no Centro de Estudos e Pesquisas em Reabilitação
"Prof. Dr. Gabriel de Oliveira da Silva Porto", da Faculdade de Ciências
Médicas da Universidade Estadual de Campinas, está direcionado
na intervenção direta com crianças e adultos com cegueira
ou visão subnormal, estendendo a assistência à família,
escola e comunidade, facilitando a compreensão, aceitação
e o desempenho nas diferentes circunstâncias diárias, num
contexto de relação significante com o grupo.
II- METODOLOGIA
A intervenção no setor de atividades da vida diária é parte de uma série de procedimentos, que formam os programas de atendimentos do CEPRE composto por equipe interdisciplinar.
As crianças encaminhadas ao setor, são avaliadas sendo verificadas, portanto as condições de desempenho, necessidades e interesses pelas atividades. É elaborado um programa individualizado de atendimento, com objetivos adequados, propostas e etapas direcionadas pelo usuário.
A família é instrumentalizada para favorecer progressivamente as aquisições das AVDs, os comportamentos aceitos e desejáveis pelo grupo social. (AMIRALIAN,1986) enfatiza a participação da família no desenvolvimento de crianças com deficiência visual. A participação conjunta e eficiente propicia a compreensão e a interação nas relações interpessoais, sendo fundamental este vínculo para a caminhada em conjunto.
Os professores e funcionários
da escola regular recebem orientações sobre a criança
com deficiência visual, suas peculiaridades e intervenções
específicas, para assim promover e facilitar a integração.
Como metodologia de intervenção foram utilizados quatro procedimentos:
PROCEDIMENTO 1- Grupo de pais: propostas de Atividades da Vida Diária
São formados quatro
grupos de pais e/ou mães de crianças com cegueira ou visão
subnormal, constituídos por clientes do Programa Infantil do CEPRE.
Os atendimentos são semanais, com duração de uma hora
por encontro, ocorridos na sala de AVD.
A participação
da família é imediata à entrada da criança
na instituição, ocorrendo em duração média
de 45 atendimentos anuais por grupo, não sendo este um grupo fechado.
O trabalho desenvolvido no grupo compõe-se de dois momentos:
- no primeiro momento os
pais têm a oportunidade de apresentar, discutir e vivenciar as diferentes
atividades do dia-a-dia, conforme seus interesses e necessidades, de acordo
com a história de vida e o contexto social de cada participante.
A questão da realização das atividades pelo deficiente
visual vai sendo desmistificada na proporção da verificação
dos resultados. A família compreende a importância da célula
familiar no desenvolvimento infantil, não encarregando à
escola, a responsabilidade única de transmissão do saber.
O profissional responsável
por esta atividade tem especificado as necessidades de cada usuário,
em função de dados colhidos no prontuário e em entrevistas
individuais, favorecendo reflexões pertinentes durante as atividades.
Através de trocas de papéis, debates, experiências
diversificadas os pais são levados a "descobrir" as técnicas
de intervenção, visando favorecer a construção
da realização das diferentes atividades para seus filhos,
fortalecendo o vínculo entre eles.
- no segundo momento os pais
participam ativamente do lanche servido aos filhos. Têm a responsabilidade
de auxiliar no desempenho das tarefas, transmitindo segurança, procedimentos
e técnicas específicas, garantindo o êxito nas realizações.
Os pais são conscientizados quanto à importância das
AVDs e do papel de formadores no desenvolvimento das crianças. Eles
interagem, aprendem e ensinam reciprocamente.
PROCEDIMENTO 2- Atendimento individualizado
O atendimento individualizado
ocorre somente quando as intervenções dos grupos de pais
e do grupo do lanche são insuficientes para a realização
eficiente das AVDs. Os atendimentos são específicos e acompanhados
simultaneamente pelas mães ou responsáveis. O programa visa
o desenvolvimento integral da criança, com planejamento enfocando
objetivos afetivos, sociais, perceptivos-motores e cognitivos. (MANTOAN,
1988).
PROCEDIMENTO 3 - Visitas e trabalhos domiciliares
As visitas e trabalhos domiciliares fazem parte das estratégias, completando a intervenção. São observados os aspectos físicos da casa e as relações entre os familiares, sugerindo adaptações organizacionais quando necessárias, visando a participação ativa da criança na família.
PROCEDIMENTO 4 - O trabalho com a escola
Professores e demais funcionários
de escola regular que possuem alunos encaminhados pelo CEPRE, recebem orientação
e acompanhamento quanto às AVDs, atendendo as especificidades do
professor e aluno quanto à deficiência visual. Conforme FOREST
e LUSCHANS (s/data) os professores devem compreender e aprender a descobrir
nos alunos a "bagagem única de cultura, de talentos e de necessidades
particulares".
Este procedimento tem facilitado
e agilizado a inserção do aluno na escola, garantindo sua
independência e autonomia. Os demais alunos da escola aprendem a
conhecer e a respeitar o colega que possui uma deficiência. Estas
orientações ocorrem no próprio CEPRE e/ou na escola
regular onde a criança está matriculada. A escola desta forma,
pode contribuir para a inclusão deste aluno com deficiência
na rede regular de ensino, tornando o meio o mais favorável possível
para sua inserção.
Dentro da metodologia utilizada a avaliação é um processo contínuo e processual. Ocorrem entrevistas semestrais com pais e professores, que relatam e esclarecem as dificuldades e os resultados das intervenções.
São propostos e discutidos temas relativos a:
RELAÇÃO DEATIVIDADES
A DESENVOLVER
higiene pessoal ( lavar
as mãos, colocar a pasta na escova, escovar os dentes, pentear cabelo,
tomar banho, utilização de shampoo, cortar/lixar unhas, localizar/discriminar
materiais de higiene, higiene após o uso do sanitário etc...);
vestuário ( discriminar,
localizar, identificar e organizar roupas e acessórios; diferenciar
frente/costas, avesso/ direito; vestir/despir, dar nó e laçada,
descalçar/calçar meia e sapato; pendurar, guardar etc...);
alimentação
( orientação e controle do alimento no prato, utilização
de talheres, servir e servir-se de líquidos e sólidos; localizar,
discriminar e utilizar diferentes alimentos ou utensílios; preparo
de lanches e sucos, o comer, o beber etc...);
atividades do lar ( discriminar,
nomear, identificar, localizar e utilizar móveis e objetos do lar,
higiene ambiental: tirar pó, varrer, lavar, passar, lavar louças
etc...);
hábitos sociais (
cumprimentos, adequação de postura, gestos corporais, de
polidez, etc...).
A execução
das diferentes atividades envolvem habilidades específicas, que
são pré-requisitos para o bom desempenho. Destacamos a coordenação
global e fina, equilíbrio, esquema corporal, orientação
espacial, temporal, linguagem, conceitos entre outros. São consideradas
as especificidades da criança na proposição das atividades,
incluindo as habilidades para a realização, patologia, auxílios
ópticos, idade cronológica, idade da perda visual etc...
A análise das atividades
é fundamental para o seu planejamento e desenvolvimento. Ao analisarmos
previamente uma atividade podemos verificar os pré-requisitos envolvidos,
incluindo as condições físicas e materiais do local
e as condições pessoais da criança, envolvendo seus
interesses e possibilidades para a realização.
As atividades tornam-se mais
facilmente assimiladas e apreendidas quando o interesse de realização
parte do próprio sujeito, onde "as crianças têm oportunidade
de descobrir conceitos e noções através da exploração
ativa dos objetos de que dispõe no ambiente escolar" (ASSIS, 27,
1989).
III- RESULTADOS E DISCUSSÃO
A metodologia utilizada no trabalho desenvolvido em Atividades da Vida Diária no CEPRE, tem apresentado resultados significativos, considerando o desempenho da criança na instituição, família, escola e comunidade.
Através dos dados colhidos durante os procedimentos, complementados pelas entrevistas semestrais com pais e professores, vimos que cerca de 85% das famílias atendidas apresentaram um desenvolvimento significativo. Destacamos entre outros: um vínculo mais efetivo entre pais e filho, estreitamento nas relações entre a criança deficiente, irmãos e demais familiares, maior participação e cooperação da criança nas tarefas cotidianas, intervenção dos pais e familiares como facilitadores do desempenho, melhor desempenho e independência da criança na escola regular, melhores condições de intervenção dos profissionais da escola.
Os assuntos foram discutidos e orientados no exercício diário, tanto na escola quanto na família conforme o desenvolvimento global da criança. São sugeridas adaptações e utilização de recursos conforme a patologia e especificidade da criança. Em crianças com visão subnormal é enfocada a utilização de auxílios ópticos e não ópticos. Para as crianças com cegueira priorizamos o diálogo, a vivência através da concretização, visando melhor compreensão do assunto.
A participação
dos pais foi de extrema relevância, uma vez que a criança
permanece na instituição apenas algumas horas na semana e
que a maior parte das horas da vida de uma criança é vivida
em família, que tem a responsabilidade pela saúde física
e intelectual dos filhos e sua conveniente inserção social.
A participação dos pais no grupo, no início das atividades era restrita. No decorrer dos atendimentos, passaram a trazer e a buscar informações, aprendendo a entender a problemática da deficiência, a interessar, trabalhar e a brincar com as crianças, favorecendo o jogo simbólico, a compreensão e o desempenho das AVDs com independência, contribuindo assim para melhoria da qualidade de vida dessas crianças. A oportunidade dos pais e/ou mães de participarem dos grupos, discutindo assuntos pertinentes com seus pares, têm favorecido a "resolução de seus problemas e/ou dificuldades". A participação da família da escola e da comunidade como cooperadores da integração escolar é incontestável. Os pais são os primeiros educadores e como tal, direcionam a trajetória da vida da criança.
IV- CONCLUSÃO
Este trabalho demonstra que
alguns aspectos são essenciais na educação dos deficientes
visuais, para garantir seu desenvolvimento e integração social.
Pontuamos a participação
familiar ativa no processo de formação da criança.
Os pais sendo instrumentalizados, podem propiciar o desenvolvimento integral
da criança, facilitando-lhe o conhecimento e a compreensão
dos processos implicados no dia-a-dia. Desta forma, tanto a família
como a pessoa com deficiência poderão exercer seus direitos
de cidadania.
Outro recorte importante
apontado neste trabalho é a interação com a escola
regular. A troca de conhecimentos e informações cooperam
na formação continuada, essencial para o desenvolvimento
profissional e conseqüentemente do aluno.
A relutância em estender
as possibilidades de escolaridade a estas pessoas é fruto do despreparo
acadêmico, falta de recursos técnicos, barreiras arquitetônicas,
implicando na não aceitação do deficiente pela comunidade.
A sociedade deve estar voltada para estas questões, investindo na
formação de seus membros.
Supomos que através
de tal prática pedagógica, a família, escola e comunidade
possam tornar-se agentes formativos, melhorando a qualidade de vida do
deficiente visual.
Integrar não significa
ignorar as especificidades, mas favorecê-las em exercício
diário.
BIBLIOGRAFIA
AMIRALIAN, M.L. A dinâmica das relações familiares e problemas da excepcionalidade.In:------ Psicologia do excepcional. São Paulo: EPU, 1986.
ASSIS, O.Z.M.A. Uma nova metodologia de educação pré-escolar. São Paulo - S.P.Biblioteca Pioneira de Ciências Sociais, 1989.
BRUNO, M.G.B. O desenvolvimento integral do portador de deficiência visual. Da integração precoce a integração escolar. São Paulo -S.P. Newswork, 1993.
CARVALHO, K.M.M.; GASPARETTO, M.E.R.F.; VENTURINI, N.H.B.V.; KARA - JOSÉ, N. Visão Subnormal: Orientações ao professor do ensino regular. 2a. edição- Campinas-S.P.: Editora da UNICAMP, 1994.
FOREST,M.; LUCHANS,E. O caleidoscópio: um desafio ao conceito da classificação em cascata.mimeo, (s/data).
MASINI,E.F. A educação do portador de deficiência visual - as perspectivas do vidente e do não vidente. Tendências e Desafios da Educação Especial. Brasília: Ministério da Educação e do Desporto-MEC /Secretaria da Educação Especial -SEESP, 1994.
MANTOAN, M.T.E. Compreendendo a deficiência mental:novos caminhos educacionais. São Paulo. Ed. Cipione, 1988.
--------,Peculiaridades e semelhanças entre normais e deficientes face aos processos de desenvolvimento mental. Revista temas sobre desenvolvimento. Ano 5, no. 25. Julho. 1995, pp. 04 - 10.
--------, A integração escolar das pessoas com deficiência mental no contexto atual na escola de 1o. grau. Revista Integração Ano 5, no. 12, 1994, pp. 16 - 19.
MAZZOTTA,M.J.S.Educação especial no Brasil história e políticas públicas. Editora Cortez. São Paulo. 1996
M.E.C./S.E.E.S.P.- Subsídios para organização e funcionamento de serviços de educação especial: Área de Deficiência visual/ Ministério da Educação e Cultura e do Desporto, Secretaria de Educação Especial, Brasília, 1995.
PIAGET,J. Fazer e compreender. Ed. Melhoramentos, São Paulo, 1978.
SECRETARIA DA EDUCAÇÃO, COORDENADORIA DE ESTUDOS E NORMAS PEDAGÓGICAS. O deficiente visual na classe comum. São Paulo: SE/CENP, 1993.